(Tentando despir-me pra escrever em português...)
Segunda de manhã
É hora de ir pro trabalho
Trabalho, trabalho, almoço, trabalho, trabalho
Aula de tênis
Terça é igual com a diferença que a aula é outra
Quarta feira de tarde
Rindo no escritório com os colegas
Cerveja, cerveja, piada, cerveja, cerveja
Happy hour
Quinta é igual com a diferença que os colegas são outros
Até que chega aquele dia
Nada na minha rotina muda por isso
A única mudança é sutil
Uma pequena palpitação
Mas toda vez que eu digo tchau
Toda vez que é outra pessoa que te leva pra casa
Toda vez que eu desligo o telefone
Me pergunto porque você tem sempre que ir embora
Outra semana começa
Novamente a caminho pro trabalho
Relatório, reunião, planilha, reunião, relatório
Um email seu
É suficiente pra me fazer sair do automático
Quinta feira a noite
Jogando qualquer coisa pra ansiedade ir embora
Frente, baixo, pula, tiro, frente
Comida congelada
Até quando a única cor da minha rotina será você?
Até que chega aquele dia
Nada na minha rotina muda por isso
A única mudança é sutil
Uma pequena palpitação
Mas toda vez que eu digo tchau
Toda vez que é outra pessoa que te leva pra casa
Toda vez que eu desligo o telefone
Me pergunto porque você tem sempre que ir embora
O que as pessoas chamam de vida
Para mim é um globo de neve
Nada aqui dentro muda
A não ser quando você chega e me chacoalha
Eu não quero mais esperar
Um dia, um email, um telefonema
Para meu sorriso ter sentido
Porque mesmo não querendo admitir
As inevitáveis despedidas cotidianas doem
E toda vez que você diz tchau
Toda vez que não sou eu quem te levo pra casa
Toda vez que você desliga o telefone
Me pergunto porque não consigo te fazer ir embora de vez
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