Pequena caixa azul com a inscrição 107 na parte de cima onde guardo meus devaneios musicais

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Breve conto do velho babão


exótico título desse post é nome da música que pretendo comentar, lançada em 2007 no álbum "Formidável Mundo Cão" de Jay Vaquer.


 "Muito prazer, Jay Vaquer."

Gostaria muito de falar mais sobre sua discografia e carreira artísticacomo eu poderia facilmente fazer sobre a Adelesó que sei pouco sobre esse carinhaMas o que sei é suficiente pra colocar um post aqui.

Faz tempo que conheço algumas músicas dele, que chegaram a tocar nas rádios mais pops e até na MTV, mas provavelmente suas letras polêmicas e críticas o fazem não ir mais longe. Coisas como "E até pensa em adotar alguma criatura / Pode ser uma criança ou um labrador / só depende da raça, depende da cor / Quem pintar primeiro" são normais em suas letras. Essa em especial é de Cotidiano de um casal feliz, de 2005, uma das minhas preferidas.

Outra música dele que ficou "famosinha" foi Longe Aqui, que eu também recomendo. É do mesmo álbum de 2007 que citei e começa com: "Os pais de sua namorada exigiram o fim daquela relação / Que já durava cinco meses de muito carinho e reprovação / Sempre que se chateava, cortava os braços com gilete pra chamar atenção / Tinha carência afetiva achava que seus pais gostavam mais do irmão."

Realmente gosto das letras dele e em especial a capacidade de tocar em diversas "ferida sociais" de maneira tão direta e crua.

E vamos à música de hoje, Breve conto do velho babão:
 "De verdadeiro nem os dentes da frente!" 

Acredito que a arte, qualquer que seja, pode ser analisada por dois pontos de vista, o técnico e o estético. Uso aqui a palavra "estético" para me referir ao polêmico gosto musical - sim, aquele que não deve ser discutido. Não tenho embasamento para fazer uma crítica técnica, mas esteticamente acho essa música excelente! A letra, a progressão com que a melodia vai crescendo...parece que você consegue sentir exatamente o momento em que o protagonista da letra agoniza "Ajoelhado, com a boca roxa, enfartando na balada"

Pra quem, como eu, curte uma versão ao vivo mais crua - daquela com erros e tudo que tem direito - vale esse vídeo de um pocket show que ele fez na FNAC. O som da galera cantando junto atrapalha um bocado, mas vale conhecer o cara de verdade, e não com todos os efeitos e ajustes na voz do vídeo acima.

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